Psicóloga, pós graduada com diversas formações complementares, tem expertise na área clínica, saúde mental do trabalhador e desenvolvimento humano com foco na prevenção e tratamento de transtornos de ansiedade, depressão e síndrome de Burnout. Na pratica clínica atende a todas as idades. Idealizadora do Projeto Viver Poiesis de desenvolvimento que visa contribuir com descoberta e aprimoramento de habilidades pessoais, educacionais e profissionais, onde ministra cursos de extensão, Projeto Abraço voltado para atendimento de neurodivergentes e Projeto Alvorecer com valores de sessões de psicoterapia com valores acessíveis.
Viver Poiesis
Myrian Fernanda dos Santos Lima, Psicóloga Clínica - CRP: 02/22362
O Viver Poiesis tem como objetivo trazer informações sobre questões Psicológicas e Mentais, para você pensar, praticar e aplicar a sua vida e, assim melhorar seu emocional e seu comportamento. Obtendo uma Qualidade de Vida, se permitindo viver a sua obra, seus objetivos e seus ideais.
quarta-feira, 25 de março de 2026
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Síndrome de Burnout: Implicações no Trabalho dos Professores
Resumo
O objetivo deste trabalho é discutir sobre a incidência da síndrome de
burnout em professores que estão em exercício escolar; e os impactos no
trabalho e na saúde mental desse docente. O problema da nossa pesquisa consiste
em verificar como o psicólogo escolar pode intervir e contribuir no ambiente
escolar onde possua professores acometidos da síndrome de burnout.
Palavras-chave: Síndrome
de Burnout; Professores; Atuação do psicólogo escolar.
Introdução
O objetivo deste trabalho consiste em
saber a incidência da síndrome de burnout
em professores que estão em exercício escolar; e os impactos no trabalho e na
saúde mental desse docente; E como o psicólogo escolar pode intervir e
contribuir no ambiente escolar onde possua professores acometidos da síndrome de burnout. O trabalho está dividido em 4 seções, a saber: 1.
Definição e caracterização da Síndrome de
burnout, 2. Burnout e o professor, 3. Desencadeantes e sintomas da síndrome de burnout no ambiente escolar
e 4. Contribuições e intervenções do psicólogo escolar.
Um dos motivos que despertou
o interesse em fazer este artigo foi uma pesquisa que desenvolvi em 2008 no meu TCC na
UNICAP e também pela nova conjuntura
que estão inseridos os profissionais da educação em especial os professores.
Sabe-se que esses profissionais tem que lidar sempre com pressões para que
tenham um desempenho elevado muitas vezes acima da média, com a ênfase em fazer
e produzir a qualquer custo, assim afetando a sua saúde e o trabalho, a
consequência e a síndrome de burnout.
Além
disso, sabemos que o psicólogo escolar pode ter um olhar clínico na
identificação dos sintomas; podendo a partir daí tomar as medidas de prevenção
e encaminhamento para os profissionais competentes, uma vez que a escola não é
o lugar da clínica.
A partir da motivação surge o
interesse de como o psicólogo escolar pode contribuir na manutenção da saúde
psíquica do professor e consequentemente do desenvolvimento escolar. Com
pensamento que temos que cuidar da pessoa que esta com aquela doença e não da
doença em si; o psicólogo pode contribuir para minimizar o sofrimento do
docente.
A
UNESCO fez, em 2002, uma grande pesquisa sobre o perfil do professor
brasileiro. Em uma das questões sobre a percepção que tinha do próprio
trabalho, 54,8% afirmaram ser um problema manter a disciplina em sala de aula;
51,9% mencionaram as características sociais dos alunos; e 44,8% a relação com
os pais. Outros pontos críticos estão relacionados com o volume de trabalho e a
falta de tempo para preparar aulas e corrigir avaliações.
A Universidade
de Brasília (UnB) realizou junto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação (CNTE), uma grande pesquisa sobre o burnout com 52 mil
trabalhadores em 1.440 escolas. (CODO, 2006).
Segundo Codo (2006), os resultados mostraram que 48% dos entrevistados
apresentavam algum sintoma da síndrome. De modo, que as questões que envolvem
relações humanas, que são a essência da educação, demonstram serem obstáculos
difíceis para os professores.
O
psicólogo escolar tem um papel fundamental não só de mediador, mas poder
intervir, modificar e melhorar o ambiente educacional, pois sabemos que um dos
pilares da psicologia escolar è a valorização de experiências de interlocução
entre os profissionais que atuam na escola. O psicólogo deve desenvolver ações
esclarecedoras, junto com o corpo docente, para as famílias sobre o
desenvolvimento acadêmico dos alunos.
A
relevância deste artigo consiste em esclarecer sobre a síndrome de burnout – feita pelo psicólogo escolar - aos
profissionais da área de educação, bem como explicitar sobre a importância do bem-estar
e a saúde do professor no seu ambiente de trabalho, pois é neste que ele passa
a maior parte do tempo. Sabemos que quando a saúde do professor esta ameaçada
ameaça a educação como um todo.
1. Definição e caracterização
da Síndrome de Burnout
Segundo Benevides (2002) o relacionamento com
outras pessoas no âmbito de trabalho é uma fonte de estresse. E neste sentido,
aparece em meados da década de 70 o termo burnout, que no sentido
literal significa “estar esgotado” ou “queimado”, e que é característico de
profissões de ajuda, os quais prestam serviços no trato diário com pessoas. A
maioria dos autores indicam Freudenberger[ como o
primeiro a utilizar esta denominação em um artigo datado de 1974.
O burnout pode ser considerado um
fenômeno de natureza multifacetado caracterizado por três componentes
inter-relacionados: a exaustão emocional, em que os trabalhadores sentem que
não podem dar mais de si mesmos a nível afetivo, pela cronicidade, ruptura da
adaptação; despersonalização, que ocorre o
desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas e comportamentos de redução
da realização pessoal no trabalho, evidencia
o sentimento de insatisfação com as atividades laborais que vem realizando. Manifestam-se por meio de uma conjunção de
sintomas físicos e sintomas psíquicos.
2. Burnout e o Professor
Um dos problemas mais comuns na atividade do educador hoje é a síndrome
de burnout, uma vez que muitos
docentes são acometidos de estresse e depressão as quais estão inclusas nesta
síndrome. Vista como epidemia no meio educacional. As mudanças
sociais das últimas décadas no Brasil alteraram a cultura e os interesses do
alunado, aumentaram a violência nos centros urbanos diversificaram e
intensificaram o acesso à informação entraram na escola e tornaram-se fatores
motivadores de estresse entre os professores.
Essas
mudanças traz sofrimento, que se inicia quando a relação entre homem e
organização do trabalho está de algum modo bloqueada, e o homem tem a certeza
de que o nível de insatisfação no trabalho não pode mais diminuir. Assim sendo,
as vivências de sofrimento estarão presentes mesmo com a utilização máxima de
seus recursos intelectuais, afetivos, de aprendizagem e de adaptação. Codo
(2006).
Em
virtude do forte vínculo afetivo, do intenso investimento no outro (o aluno) e
da expectativa em relação aos resultados de seu trabalho, é comum identificar
professores cansados, abatidos e desmotivados diante da tarefa de ensinar. Tais
situações caracterizam professores que sofrem da síndrome de burnout e
que precisam da intervenção do psicólogo escolar (e de outros profissionais de
saúde) para modificar este quadro de sofrimento e reencontrar o prazer e
alegria de ensinar. A importância de o psicólogo escolar estar atento ao
sofrimento vivenciado pelos professores, os quais são os grandes motores dos
processos educacionais, mas que, diariamente, estão sujeitos à exaustão
emocional, a sentimentos de desgaste e de incerteza, entre outros,
distanciando-se da sua tarefa de educar as crianças e jovens sob sua
responsabilidade.
3. Desencadeantes e Sintomas da Síndrome
de burnout no ambiente escolar
Nesta
seção apresento alguns dos desencadeantes e sintomas da síndrome de burnout que podem ser encontrados no ambiente escolar.
Para isso, é preciso que o psicólogo compreenda o panorama escolar que está
inserido da mesma forma que outros técnicos presentes na escolar. Segundo Codo
(2006) têm os desencadeantes:
Desencadeante Organizacional: Organização em esquema burocrático, excesso
de trabalho, mudanças gerando disfunção de papel, dimensões estruturais da
organização falta de apoio social percebido, competição, assédio moral no
trabalho, rápidas e complexas inovações tecnológicas, obrigando o profissional
a um constante aprimoramento, entre outros.
Desencadeantes Ambientais, ambiente físico: Ruidoso, calor ou
frio excessivo, iluminação, trabalho noturno, exposição a riscos e perigos,
sobrecarga de trabalho, entre outros.
Desencadeantes nas relações interpessoais: Relações com
usuários - ou companheiros de trabalho - tensas, conflituosas e prolongadas,
isolamento falta de apoio no trabalho, excessiva identificação com o usuário,
conflitos interpessoais com as pessoas que atendem ou seus familiares,
entre outros.
Sintomas físicos: Cansaço constante e progressivo, dores de musculares,
alterações gastrointestinais, distúrbios do sono, transtornos cardiovasculares,
entre outros.
Sintomas psíquicos: Depressão, dificuldade de pensar com rapidez,
prejuízo na memória recente, diminuição da atenção e concentração, dificuldade
de relaxar, irritabilidade, impaciência, mudanças no humor, negligência, perda
de interesse pelo trabalho, entre outros.
A partir da compreensão de todos os
desencadeantes que geram esses sintomas entende-se que
entre as varias intervenções que o psicólogo escolar deve desenvolver esta primeiramente com os
professores e não com os alunos, contribuindo para que eles estejam cada vez
mais fortalecidos e instrumentalizados para uma atuação de qualidade junto ao
alunado. Pois sabemos que as concepções que os professores têm acerca da
sua prática profissional, podem favorecer ou prejudicar o ensino-aprendizagem
em relação ao desenvolvimento psicológico de seus alunos. Que as concepções do
processo ensino-aprendizagem levem em consideração o inexorável do desejo
humano, tanto do lado do aluno como do professor, que talvez mudanças sejam
necessárias na escola como a concebemos.
A
rápida transformação do contexto educacional tem gerado um aumento das
responsabilidades e exigências sobre esses educadores. As transformações,
segundo Esteve (1999), supõe um profundo e exigente desafio pessoal para os
professores que se propõe a responder às novas expectativas projetadas sobre
eles. Não se tratando apenas da necessidade de atualização contínua, mas sim de
em algum momento da renúncia a conteúdos e de um saber que vinha sendo de seu
domínio durante anos. Assim trazendo sofrimento psíquico para os docentes. A
organização muitas vezes pressiona o indivíduo, levando-o a doenças, insatisfação
e desmotivação. (Dejours 1994).
Pelas
razões apresentadas acima, os pesquisadores dessa síndrome (BENEVIDES-PEREIRA,
2002; CODO; VASQUES-MENEZES, 2006) dizem que é relativamente frequente perceber
os profissionais da educação como agentes de alto risco, sendo várias as
queixas que denunciam situações de mal-estar docente.
4. Contribuições e intervenções do
psicólogo escolar
Portanto
é fundamental que o psicólogo tenha uma visão integrada desse educador-sujeito,
pois seu trabalho é ajudá-lo a se descobrir, a se desvelar, alcançando
segurança, autonomia na sala de aula. Como também desenvolver trabalho de
relações grupais para que a equipe da escola possa cada dia melhorar suas
relações interpessoais.
Todavia,
a contradição entre a necessidade de se vincular afetivamente na relação
profissional e a impossibilidade dessa vinculação se concretizar totalmente é
responsável pelos conflitos de sentimentos presentes na vida do professor. De
acordo com Codo e Gazzotti (2006), na maioria das vezes esse conflito não é
percebido pelo professor, é invisível; trata-se, na verdade, de uma vivência
subjetiva que o próprio professor não percebe que está sentindo. Pela
impossibilidade de vincular-se afetivamente, na medida desejada, a afetividade
que seria dirigida ao seu destinatário, o aluno, por exemplo, acaba sendo
redirecionada.
Dessa forma, a ação preventiva deve ser redirecionada para a compreensão
e intervenção nas relações interpessoais que permeiam a construção do conhecimento
e da ação pedagógica, sendo preciso que o psicólogo escolar instrumentalize-se
para estudar e entender as relações interpessoais como sendo sua unidade de
análise, isto é, seu foco de atenção e de intervenção (ARAÚJO, 2003; ALMEIDA,
2003; MARINHO-ARAÚJO; ALMEIDA, 2005).
Outro fator importante é que ao mesmo tempo em
que os pais desvalorizam os professores, passam a eles a responsabilidades de
educar os filhos. A desvalorização da carreira docente concorre para o aumento
dos problemas psíquicos dos professores. O psicólogo escolar tem que atuar de
forma preventiva (escuta psicológica) e relacional (assessoria do trabalho coletivo)
que valoriza a participação do professor e o cuidado com sua saúde psíquica.
Segundo
Araújo; Almeida (2003) uma das contribuições embasada na perspectiva preventiva
e relacional em Psicologia Escolar, uma das propostas contemporâneas de atuação
da área refere-se à inclusão do professor como coparticipante das atuações em
Psicologia Escolar. Para tal o psicólogo escolar deve auxiliar o professor a
refletir e conhecer sobre o desenvolvimento humano e os processos
ensino-aprendizagem, possibilitando que ele possa compreender e encaminhar, com
clareza, o percurso de escolarização de seus alunos.
Todo trabalho envolve algum investimento
afetivo por parte do trabalhador, seja na relação com os outros ou com o
produto do trabalho, sendo que o diferencial do trabalho docente está no fato
de que “a relação afetiva é obrigatória para o exercício do trabalho, é um
pré-requisito” (CODO; GAZZOTTI, 2006). E
isso só é possível através do respeito – respeito por um conhecimento que o
professor construiu referente ao cotidiano da sala de aula e que é o objetivo
primeiro da escola. A relação entre a afetividade e o trabalho docente
configura-se, portanto, como uma relação necessária, sendo que para que o
professor consiga desempenhar satisfatoriamente seu trabalho é preciso que seja
estabelecida uma relação afetiva com seu aluno. Todavia quando o professor se
encontra em estado de burnout este
vinculo se torna prejudicado, tornando o ensino e aprendizagem difícil.
A
partir de uma visão completa do projeto da escola, o psicólogo escolar deve
auxiliar o professor a ver com clareza o seu fazer pedagógico e encontrar um
sentido mais significativo do processo ensino-aprendizagem. O psicólogo escolar
pode possibilitar encontros com grupos de professores, com objetivo de fazer a
palavra circular, e que pela possibilidade de que cada professor, ao falar, se
escute, e dentro do possível, escute também o colega; possibilitando mudança
nos relacionamentos e ressignificando as relações. Algumas contribuições do
psicólogo escolar e através de uma intervenção que possibilite facilitar e
incentivar a construção de estratégias de ensino - promover a reflexão e a
conscientização de funções, papéis e responsabilidades dos sujeitos - superar,
junto com a equipe escolar, os obstáculos à apropriação do conhecimento. A
atuação do psicólogo não apenas na dimensão psicoeducativa da instituição
escolar, mas também na sua dimensão psicossocial.
Considerações finais
Em
função de toda conjuntura que estão inseridos os profissionais da educação em
especial os professores, com a ênfase em fazer e produzir a qualquer custo onde
a síndrome de burnout pode ser a
consequência; burnout é
um processo que ocorre em resposta à cronificação do estresse; o psicólogo
escolar tem um papel fundamental não só de mediador, mas poder intervir,
modificar e melhorar o ambiente educacional. Hoje sem dúvida um dos trabalhos mais importante que um psicólogo pode
desenvolver nas instituições de educação é o bem-estar em serviço de seus
educadores. Paulo freire fala que “á prática de pensar a prática é a única
maneira de pensar certo” podemos usar este conceito da pedagogia para
contribuir com o trabalho do psicólogo escolar. Na contemporaneidade o
psicólogo tem alguns desafios no sentido de encontrar estratégias de atuação
para ultrapassar os problemas e dificuldades com foco nas soluções, O burnout compromete,
igualmente, a saúde do professor e a qualidade do aprendizado dos alunos,
indicando a necessidade de intervenções que minimizem o sofrimento docente e
possibilitem espaços e relações adequadas ao aprendizado.
O espaço de interlocução, mediado pelo
psicólogo escolar, visa oportunizar a circulação dos sentidos, compartilhar
vivências e promover o bem-estar dos professores, sua saúde mental e, assim,
prepará-los para sua atividade profissional. Num trabalho integrado o psicólogo
escolar deve dialogar junto com o corpo docente e com os pais sobre o desenvolvimento
acadêmico dos alunos; discutir sobre as metodologias e objetivos da escola, bem
como sobre dificuldades dos alunos; participar junto com toda a equipe da
escola, da construção do seu projeto político-pedagógico. Com objetivo de
tornar o processo de aprendizagem mais efetivo e significativo para o educando,
principalmente no que diz respeito à motivação e as dificuldades de
aprendizagem. Lembrando que a proposta
da Psicologia Escolar no que se refere ao burnout docente difere da perspectiva
terapêutica ou clínica que pode ser realizada em outros contextos
Myrian Fernanda
Referências:
ARAÚJO, C. M. M.; ALMEIDA, S. F. C. de.
Psicologia Escolar Institucional: desenvolvendo competências para uma atuação
relacional. In: ALMEIDA, S. F. C. de (Org.). Psicologia Escolar: Ética
e competências na formação e atuação profissional. Campinas: Editora
Alínea, 2003.
BENEVIDES-PEREIRA A. M. T. (Org.). Burnout:
quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. São Paulo: Casa do
Psicólogo, 2002.
CODO, Wanderley (org.). Educação: carinho e
trabalho. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
DEJOURS, C. Psicodinâmica do trabalho.
São Paulo: Atlas, 1994.
ESTEVE, J. M. O mal-estar docente: a sala
de aula e a saúde dos Professores. São Paulo: EDUSC, 1999.
MARINHO-ARAÚJO, C. M.; ALMEIDA, S. F. C.
de. Psicologia escolar: construção e consolidação da identidade
profissional. São Paulo: Editora Alínea, 2005.
www.unesco.org>
profile-of-teachers.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Identidade Profissional
Hoje,
temos que escolher desde cedo o que profissionalmente queremos para o nosso
futuro; Muitos têm escritos sobre esta escolha.
Presta vestibular para o que? Devo seguir a escolha dos meus pais? Escolher uma profissão dá trabalho, uma vez que a cada minuto surge um fato novo, uma surpresa, um inesperado que exige correção de rota na vida, é quando enfim chegamos ao ápice daquela carreira projetada na mocidade, descobrimos que o que conquistamos não tem mais o mesmo valor de mercado, que tinha há 10, 15, 20 anos.
Presta vestibular para o que? Devo seguir a escolha dos meus pais? Escolher uma profissão dá trabalho, uma vez que a cada minuto surge um fato novo, uma surpresa, um inesperado que exige correção de rota na vida, é quando enfim chegamos ao ápice daquela carreira projetada na mocidade, descobrimos que o que conquistamos não tem mais o mesmo valor de mercado, que tinha há 10, 15, 20 anos.
O
grau de insatisfação é muito grande, após anos de trabalho e dedicação,
amargamos a frustração de nos encontrarmos no início de tudo, com a consciência
de que não somos nós os responsáveis por isso e, sim, a conjuntura econômica
atual, a incerteza do outro no nosso potencial.
O importante é estarmos atentos e abertos para estas mudanças em qualquer tempo.
O pior da insatisfação é a estagnação e a acomodação, devemos ser estar pronto a todas as circunstâncias, daí, necessariamente, flexível; Mas para sê-lo, o eixo da sua identidade não pode estar alienada a nenhuma situação, pois as situações são exatamente aquilo que muda depressa. Dificilmente, no mundo de hoje, uma pessoa terá uma só profissão, não há que se temer a quebra da identidade dita profissional, nem mesmo a social, por misturar competências diversas.
Apesar desta autoanálise, precisamos ter em mente que a escolha poderá mudar durante a carreira, porque o mundo está cada vez mais dinâmico e nossas buscas por realização também. A pessoa pode perder o rumo, não saber o que vai fazer, mas tem quer seguir em frente, razão para
nos ajudar a viver melhor.
O importante é estarmos atentos e abertos para estas mudanças em qualquer tempo.
O pior da insatisfação é a estagnação e a acomodação, devemos ser estar pronto a todas as circunstâncias, daí, necessariamente, flexível; Mas para sê-lo, o eixo da sua identidade não pode estar alienada a nenhuma situação, pois as situações são exatamente aquilo que muda depressa. Dificilmente, no mundo de hoje, uma pessoa terá uma só profissão, não há que se temer a quebra da identidade dita profissional, nem mesmo a social, por misturar competências diversas.
Apesar desta autoanálise, precisamos ter em mente que a escolha poderá mudar durante a carreira, porque o mundo está cada vez mais dinâmico e nossas buscas por realização também. A pessoa pode perder o rumo, não saber o que vai fazer, mas tem quer seguir em frente,
Myrian
Fernanda
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Líder: Competência Emocional
Gostamos
de ser únicos, especiais e inconfundíveis, fazemos uma avaliação positiva da
nossa aparência, achamos que somos essencialmente do ponto de vista intelectual
e emocional superior aos demais a ponto de acharmos que aquele cargo aquela
posição aquela promoção foi criada exclusivamente para nos. Daí passa a pensar.
Eu posso querer ser promovido rapidamente para a direção da empresa onde
trabalho? Posso ser o líder?
Estar
maduro para assumir uma determinada função significa ter a competência técnica
necessária e também estar psicologicamente apto às responsabilidades e tensões
próprias daquele cargo. O líder tem um compromisso com sua paixão, acima da
vontade de ser compreendido pelo outro. Liderança é a arte de comandar
pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva
mentalidades e comportamentos.
A
liderança pode surgir de forma natural, quando uma pessoa se destaca no
papel de líder, sem possuir forçosamente um cargo de liderança. É um tipo de
liderança informal. Quando um líder é eleito por uma organização e passa a
assumir um cargo de autoridade, exerce uma liderança formal. Para que isto
aconteça um bom relacionamento é fundamental, se desenvolve quando há
confiança, empatia, respeito e harmonia entre as pessoas envolvidas. Essa
fórmula do politicamente correto funciona ao nível da necessidade, mas nem
sempre ao nível do desejo. Desejar é ter um desejo sempre de outra coisa. Mas é
preciso ver se tenho competência emocional para arcar com este grau de
responsabilidade e de obrigações. É preciso ver se eu posso assumir
o cargo que tanto desejo. Se não estiver pronto para ele, isso poderá me pesar
tanto que não será incomum que eu venha a ter problemas físicos e emocionais.
“Será
necessário um grande trabalho interior para que se processe o desenvolvimento
íntimo que criará as condições para o exercício daquilo que se quer” (Flavio
Gikovate)
Numa
busca devagar, lenta, mas consciente do outro e de nós mesmos nos acostumando
com a nova situação que atingimos a competência emocional. Com a convicção de o
seu gesto inventar uma solução e, em seguida, ser capaz de inscrevê-la ao
mundo.
Myrian
Fernanda
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Trabalho Inclusivo
A
importância do conhecimento no processo de evolução pessoal, vencer inibições,
medos, ultrapassar nossas deficiências. Hoje é muito comum pessoas
acima dos 60 anos voltarem para a universidade tentando uma área nova ou
complementar à sua. Pessoas de diferentes perfis com múltiplas habilidades, e das mais
diversas trajetórias de vida, quando unidas surge o que se poderia chamar
de trabalho inclusivo. Nos tempos modernos, a invenção da internet permitiu que
os seres humanos possam compartilhar informações mais rápido do que
nunca. Entre as necessidades de um
grande grupo de indivíduos idosos, está à exigência de oportunidades de serem
incluídos nas decisões a respeito da sociedade e de sua vida diária, O
despreparo para viver as diferentes etapas do ciclo de vida mostra que há falta
de conhecimento, e que cada etapa exige do ser humano a compreensão de que
“cada fase da vida representa algo de novo, que não foi vivido anteriormente e
que o homem é um outro” (Guardini 1990). A falta dessa compreensão indica que
nem sempre o ser humano tem condições de entender e acompanhar as mudanças que
lhe são impostas principalmente quando esse for idoso e quer vencer medos e ultrapassar deficiências. A classificação de
um indivíduo como idoso não deve limitar-se apenas à idade cronológica, embora
a mesma tenha sido adotada de forma massiva e quase como exclusiva nas
discussões sobre o envelhecimento; É fundamental também levar em conta as
idades biológica, social e psicológica, que não coincidem necessariamente com a
cronológica.
É
fundamental chamar a atenção do Governo e da sociedade para a grave situação
dos idosos em nosso país, voltar à atenção à saúde ao idoso é um ato político
que envolve diferentes atores sociais: gestores, sociedade civil organizada e a
clientela de idosos, que, em um processo democrático, participativo e
consensual, articulam-se entre si e negociam as tomadas de decisões para o
enfrentamento do envelhecimento populacional, com a inclusão no trabalho.
O
envelhecimento populacional atinge vários países. A cada dez indivíduos no
mundo, um tem mais de 60 anos, sendo que o Brasil no ano de 2030 será a sexta
população mundial em número absoluto de idosos (Fundação IBGE). Os aspectos que
compõem a totalidade do ser humano não dizem respeito somente ao indivíduo,
atinge também o sócio-cultural. E a questão do envelhecimento da população
brasileira é tão sério que mobiliza qualquer segmento da sociedade.
Parafraseando
Lehr (1999), pode-se inferir que é preciso haver uma mudança de valores,
sobretudo no que tange à imagem negativa que a sociedade propaga dos idosos, de
fragilidade e dependência.
Myrian
Fernanda
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Relação Homem Tecnologia
Nos primórdio da civilização
o homem se preocupava apenas com a sua sobrevivência que passava pela busca do
alimento; Com a evolução da espécie veio não só a busca pela sobrevivência mais
também pelo status e manutenção deste. Com o advento da internet e as suas
diversas formas de visualização no mundo e o surgimento de um enorme número de
novos produtos, com informação que chega a tempo real e sem dúvida, propriedades úteis e
atraentes à nossa disposição a todo o momento; Por exemplo, na indústria, novos
produtos são lançados independentemente da necessidade do mercado.
O homem vive uma nova
busca que não é mais “ser ou ter”, mas o que é visto o que aparece, se
bombardeando numa busca frenética para aproveitar e armazenar tudo o que ver e
ouvi, sem saber o que fazer com essas informações, apenas se importando com o
acumulo destas, para se tornar um ser a que tudo sabe, poderoso e
insubstituível, tudo isto para manter o seu status, de modo que se empenha cada
vez mais em ganhar o dinheiro necessário para sua aquisição. É neste momento
que se da conta que na mesma velocidade que as informações chegam, elas mudam
ficando o homem em instante desatualizado e desinformado. Sabemos que, nesse
novo tempo de impensado avanço tecnológico, há sempre mais a fazer, daí estar
nas mãos de cada um a responsabilidade pelo limite. Estão todos expostos a um
volume de informações tão grande que não consegue mais guardar tudo o que se
ver, ouvi e ler, então surge um tipo de depressão, ansiedade, angustia sobre o
futuro.
São inegáveis os
benefícios que a tecnologia e a globalização trouxeram ao homem e a civilização
citando como exemplos a comunicação entre culturas e povos com transmissão de
conhecimento através da rede, mas temos que nos conscientizar que esta
tecnologia é um instrumento de auxilio ao homem, daí conscientizar limites a
este acesso de informação e assimilação descartando esta forma de pensar
industrializada, buscando assim uma forma de pensar consciente tornando esta
relação homem tecnologia uma relação saudável. Pois quando pensamos em
evolução significa comumente algo bom, sem esquecermos da hipótese de existir
uma evolução exagerada. Desta forma o homem tendo uma liberdade de consciência
no que diz respeito à administração de suas próprias vidas. Tornando o
pensamento contemporâneo de aceitar a simplicidade e a relativa banalidade da
condição humana.
Myrian Fernanda
Atividades Socialmente Valorizadas
O trabalho sempre teve uma importância na vida dos indivíduos, mas nos
últimos anos observa-se um grande investimento, preparação e dedicação por
parte das pessoas, principalmente por parte daqueles que trabalham na
assistência de outros, como os que atuam em atividades socialmente
valorizadas; Não há dúvida acerca de que o assumir tais posições implicam
na maior causa de tensões, angústias e todo o tipo de desgaste
psicossomático a rotina de pelo menos oito horas diárias, mais as outras
atividades ligadas ao trabalho tomam mais de 1/3 do dia desses profissionais.
Para tanto há vários estudos mostrando o impacto do trabalho nas vidas destes.
Frases do tipo “Não tive tempo: de te ver, de te responder, de concluir a
apresentação, de entregar o artigo, de cumprir o prazo, de viajar, de ir ao
banco, de consertar a luz. Não tive tempo nem de te explicar que não teria
tempo, pois, quando vi, já era, já tinha passado o tempo” (Forbes 2007). Isto
faz parte do cotidiano destes profissionais, trazendo resultados nem sempre
saudáveis em aspectos como: bio-psíquico-social.
Também não é de se estranhar que os executivos altamente sobrecarregados
de preocupações tendam para o abuso de algum tipo de substancia ou medicamento,
condição indispensável para poderem se sentir mais leves, descontraídos e bem
humorados. Este fenômeno vem ocorrendo em vários países, incluindo o
Brasil. Neste país, tal processo vem acontecendo de forma rápida, de modo que
somente quando chegam os sintomas e prejuízos físicos, profissionais, sociais,
familiares e econômicos é possível perceber o desgaste que há por trás deles.
Para que consigamos modificar, basta saber as limitações e competências
e responsabilidade e o peso que nossas ações e decisões têm o poder de
interferir sobre o estado de outra, ou outras, pessoas. É evidente que o
objetivo maior destas atividades é o de nos ajudar a viver melhor.
Myrian Fernanda
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